Chegamos em Porto Alegre e fomos recebidos com grande entusiasmo pelo Daniel Vilaverde, uma dessas pessoas que é um prazer conhecer. Vila é um admirador e incentivador de todo o tipo de arte, vocalista da banda “Ornitorrincos”, rapaz de um entusiasmo contagiante e o melhor guia em Porto Alegre que poderíamos pedir.
Com ele estava a Julia, que nos cedeu um canto de sua casa para que nós pudéssemos descansar os ossos depois do lançamento.
A “casa” da Júlia, vale dizer, foi um show à parte. É um apartamento desses antigos e enormes, onde ela vive com o irmão. Livros por toda a parte, uma lareira enorme, uma sensação de viver na década de 70… e a coleção de discos que gostaria de chamar de minha! Não pudemos passar muito tempo lá. Já que perdemos a manhã com o cancelamento do vôo, tínhamos muito a fazer e pouco tempo.
Vila nos levou para conhecer um pouco da cidade. Comemos xis na lancheria do parque, onde encontramos o Otto Guerra e o convidamos para o lançamento, fomos ao centro comprar gibis antigos no mercado municipal (já citei tudo isso em um post ali embaixo, então aqui cabe ser vago), andamos para lá e para cá, até eu achar que meus pés iam cair e voltamos ao apê da Julia para dar um tempo e ir ao nosso lançamento, no Gibi.

Novos amigos, personalidades e cervejas artesanais

Chegamos no Gibi e já haviam convidados esperando por nós. Um era o Mateus, que além de estar muito animado para conhecer nosso trabalho, também tinha um projeto de quadrinhos precisando de um desenhista. Perguntou se conhecíamos algum em Porto Alegre, de preferência iniciante. No momento, não conhecíamos. Outro convidado era meu primo Otávio, que não via há muito tempo.
Como o bar era pequeno (menor do que achávamos), juntamos mesas e ficamos tomando cervejas com quem aparecia para o lançamento. O Vila estava ansioso para provar as cervejas artesanais “Coruja” e a “Gibier”, produzida pelo bar. As duas eram ótimas! Infelizmente, por razões de orçamento, ficamos com a Polar mesmo.
Ao longo da noite, várias pessoas passaram pelo bar para conhecer nosso trabalho e adquirir seu álbum. Pude inclusive matar a saudade de meus tios de Porto Alegre, que também deram o ar de sua graça.
Otto Guerra apareceu e ainda convidou a Chiquinha. O pessoal do Gibi mandou convite para a lista da Grafar, e por conta disso, conhecemos o Silvio S, o Mau Mau e o Pedro Alice, que ficaram bebendo com a gente até o fim da noite. Antes disso, entre um autógrafo e outro, eis que Edgar Vasques adentra o boteco, deixando-nos muito emocionados. Mais ainda quando adquiriu seu álbum, pediu um autógrafo, sentou na mesa com a gente e ainda disse que ia trazer uns livros do Rango para nós, mas achou que nem saberíamos do que se tratava. Graande Edgar. Nosso final de semana já estava ganho!
Outro que ganhou a semana nessa noite foi o Mateus. Explico: Edgar chegou com seu filho e foi logo apresentando: “Esse é meu filho, desenha também, tá começando.” Fizemos nossa parte e apresentamos nosso novo amigo, o Mateus, para o filho do Edgar e agora é ver se eles se acertam para fazer um projeto juntos. =)
Saindo do Gibi, com o pessoal da Grafar, fomos parar em um outro boteco para comer alguma coisa e de lá, voltamos para a casa da Júlia, ver filmes realmente bizarros e esperar até dar a hora do avião pra SP, que sairia pelas 06h30 da manhã. De corações apertados e sem dormir, deixamos Porto Alegre mais ou menos do mesmo jeito que a encontramos, e seguimos viagem.
Como já estava ficando comum, esquecemos metade na nossa exposição “making of” do álbum nas paredes do Gibi. Acho que vai ficar exposto por lá mesmo, já que a moça chegou a me pedir para deixar. =)
SALDO POA
10 álbuns vendidos
Várias, várias cervejas
Meia “exposição making of” deixada para trás
Grandes amigos!
Falaram assim: