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Fale, Ibaiti!

12 Nov

 Pois bem. Eis que fomos convidados, Pablo e eu, a participar de um evento na pacata cidade de Ibaiti – PR.

O evento era a FALE – Feira de Arte e Literatura da Educação e aconteceu nesta semana que passou. Estivemos em Ibaiti de quarta a sexta-feira prestigiando o evento, promovendo oficinas e deixando as organizadoras do evento de cabelo em pé. Foi mesmo uma beleza. Daria um texto enorme só para resumir muito tudo o que aprontamos e eu ainda não tenho quase nenhuma foto do evento para ilustrar. E eu sei que quem vem aqui não lê nada, prefere olhar as figurinhas e tal. Mas posso dizer que foi uma semana em que:

  • Encaramos uma viagem de 6 horas em um ônibus escolar daqueles bem trash e suportamos a viagem com ajuda de cervejas que comprávamos na estrada;
  • Fizemos duas oficinas improvisadas, as primeiras de nossas vidinhas, e sobrevivemos para contar a história;
  • Montamos uma banda (!);
  • Tocamos com a banda num palco bem legal, para uma platéia ensandecida, acompanhados por um grupo de dançarinas de flamenco (!!);
  • Esmaguei acidentalmente um óculos de sol bem bonito (e original, não essas coisas de camelô);
  • Presenciamos um quadrinhista amigo destruir músicas da Legião Urbana diante de professores espantados;
  • Fizemos grandes amigos;
  • Passamos alguma vergonha;
  • Aprendemos bem mais do que ensinamos.

O Marcus, “guri bão” aqui de Curitiba que vive de fazer filmes e tocar em diversas bandas da cidade (inclusive a nova, supracitada), filmou muitas horas de tudo o que rolou por lá e jurou que editará tudo. Estamos de olho. Enquanto isso, tenho só essa aqui, da gurizada bonita que aprendeu que quadrinhos podem ser… bizarros!

o futuro de Ibaiti!

O futuro de Ibaiti!

diário de viagem – Porto Alegre – Parte II

20 May

04.jpgChegamos em Porto Alegre e fomos recebidos com grande entusiasmo pelo Daniel Vilaverde, uma dessas pessoas que é um prazer conhecer. Vila é um admirador e incentivador de todo o tipo de arte, vocalista da banda “Ornitorrincos”, rapaz de um entusiasmo contagiante e o melhor guia em Porto Alegre que poderíamos pedir.

Com ele estava a Julia, que nos cedeu um canto de sua casa para que nós pudéssemos descansar os ossos depois do lançamento.

A “casa” da Júlia, vale dizer, foi um show à parte. É um apartamento desses antigos e enormes, onde ela vive com o irmão. Livros por toda a parte, uma lareira enorme, uma sensação de viver na década de 70… e a coleção de discos que gostaria de chamar de minha! Não pudemos passar muito tempo lá. Já que perdemos a manhã com o cancelamento do vôo, tínhamos muito a fazer e pouco tempo.

Vila nos levou para conhecer um pouco da cidade. Comemos xis na lancheria do parque, onde encontramos o Otto Guerra e o convidamos para o lançamento, fomos ao centro comprar gibis antigos no mercado municipal (já citei tudo isso em um post ali embaixo, então aqui cabe ser vago), andamos para lá e para cá, até eu achar que meus pés iam cair e voltamos ao apê da Julia para dar um tempo e ir ao nosso lançamento, no Gibi.

Novos amigos, personalidades e cervejas artesanais

03.jpg

Chegamos no Gibi e já haviam convidados esperando por nós. Um era o Mateus, que além de estar muito animado para conhecer nosso trabalho, também tinha um projeto de quadrinhos precisando de um desenhista. Perguntou se conhecíamos algum em Porto Alegre, de preferência iniciante. No momento, não conhecíamos. Outro convidado era meu primo Otávio, que não via há muito tempo.

Como o bar era pequeno (menor do que achávamos), juntamos mesas e ficamos tomando cervejas com quem aparecia para o lançamento. O Vila estava ansioso para provar as cervejas artesanais “Coruja” e a “Gibier”, produzida pelo bar. As duas eram ótimas! Infelizmente, por razões de orçamento, ficamos com a Polar mesmo.

Ao longo da noite, várias pessoas passaram pelo bar para conhecer nosso trabalho e adquirir seu álbum. Pude inclusive matar a saudade de meus tios de Porto Alegre, que também deram o ar de sua graça.

Otto GuerraOtto Guerra apareceu e ainda convidou a Chiquinha. O pessoal do Gibi mandou convite para a lista da Grafar, e por conta disso, conhecemos o Silvio S, o Mau Mau e o Pedro Alice, que ficaram bebendo com a gente até o fim da noite. Antes disso, entre um autógrafo e outro, eis que Edgar Vasques adentra o boteco, deixando-nos muito emocionados. Mais ainda quando adquiriu seu álbum, pediu um autógrafo, sentou na mesa com a gente e ainda disse que ia trazer uns livros do Rango para nós, mas achou que nem saberíamos do que se tratava. Graande Edgar. Nosso final de semana já estava ganho!

Outro que ganhou a semana nessa noite foi o Mateus. Explico: Edgar chegou com seu filho e foi logo apresentando: “Esse é meu filho, desenha também, tá começando.” Fizemos nossa parte e apresentamos nosso novo amigo, o Mateus, para o filho do Edgar e agora é ver se eles se acertam para fazer um projeto juntos. =)

Edgar VasquesSaindo do Gibi, com o pessoal da Grafar, fomos parar em um outro boteco para comer alguma coisa e de lá, voltamos para a casa da Júlia, ver filmes realmente bizarros e esperar até dar a hora do avião pra SP, que sairia pelas 06h30 da manhã. De corações apertados e sem dormir, deixamos Porto Alegre mais ou menos do mesmo jeito que a encontramos, e seguimos viagem.

Como já estava ficando comum, esquecemos metade na nossa exposição “making of” do álbum nas paredes do Gibi. Acho que vai ficar exposto por lá mesmo, já que a moça chegou a me pedir para deixar. =)

SALDO POA
10 álbuns vendidos
Várias, várias cervejas
Meia “exposição making of” deixada para trás
Grandes amigos!

diário de viagem – Porto Alegre – Parte I

14 May

Pois bem, passado o lançamento em Joinville, era hora de fazer as malas para Curitiba, onde no final da noite (pelas 23hs), pegaríamos o avião para Porto Alegre. Eis que, ao chegar no aeroporto, em tempo para o check-in, nos deparamos com uma neblina sinistra que tornava impossível enxergar um metro a frente. Perguntei ao taxista:

- será que vai ter teto?
- esquenta não! Pra decolar tá tranquilo, isso é só no chão mesmo!

Ele estava certo. O detalhe é que nosso avião ainda chegaria de São Paulo, então não poderia aterrissar, já que a pista estava coberta de neblina. Resultado: o aeroporto fechou e todos os vôos foram cancelados! Oh céus! E agora? Clique para continuar lendo, oras! (more…)

diário de viagem – Joinville

12 May

silêncio absoluto na primeira folheada em nosso álbumMesmo com o evento de lançamento agendado no bar e anunciado nos jornais, estávamos mui nervosos porque o álbum ainda estava na gráfica, e chegaria só na manhã de terça. Nesse ponto, qualquer errinho na gráfica seria fatal. Por competência de nossos fornecedores, já recebemos o nosso filho na segunda pela noite. Difícil descrever a sensação que foi abrir aquela caixa cheia de álbuns pela primeira vez. Só mesmo vendo a cara dos bobalhões aqui na foto ao lado.

O bar enorme, o dj e o stand-up

Pablo marcou o lançamento em Joinville no Liverpool pub, que na real é um espaço bem maior do que o número de pessoas que estávamos esperando naquela terça-feira. O povo do bar só chegou para abrir as 18hs, uma hora antes do que divulgamos que seria o lançamento. Como resultado, tivemos muito pouco tempo para organizar o espaço, colocar nosso banner e uma mini-exposição com algumas páginas e making of do trabalho. Sem contar que o local era bem escuro e não tinha microfone para que pudéssemos falar um pouco sobre o trabalho, a Fundação Cultural de Joinville, etc e tal. Resultado: tivemos uma hora para nos arrumar, materializar um microfone e arrancar todas as lâmpadas da casa do Pablo. De última hora, o dj da casa decidiu tocar para a gente na faixa, e mandou um set de arrepiar, com Zombies, Johnny Cash, Radiohead e outras delícias em vinil. Claro que ele ganhou um álbum de presente, com dedicatória e tudo.

a-u-t-ó-g-r-a-f-o-s!

Chegada a hora da falácia, Diogo pega o microfone e começa a entreter os convidados com piadas sem graça, informações sobre o álbum e coagindo os presentes a adquirir o nosso trabalho, já que dependíamos disso para pagar as despesas da viagem. Sucesso! Vendemos vários álbuns e conhecemos muita gente que estava ansiosa para ler nossa história.

SALDO JOINVILLE:
50 pessoas presentes
30 álbuns vendidos e “autografados”
4 cervejas cada um.

Missão cumprida, hora de ir para Curitiba, pegar o avião para Porto Alegre! Mal sabíamos que a névoa misteriosa nos acompanharia…

diário de viagem – uma introdução

12 May

ricos-e-famosos.jpg

Bem, como nosso diário em “tempo real” virou lenda, vítima das circunstâncias, vamos contando em partes como foi nossa viagem. Para não dar um post do tamanho do mundo, sendo que contamos com tirinhas, desenhos e fotos para ilustrar nosso relato, vamos fazer um post por viagem. Desde o lançamento em Joinville, até a chegada exaustos do Rio. Como esses posts demoram para ser escritos, vamos fazendo e postando. Criei uma categoria só para o diário de viagem, para facilitar a organização. Se você foi a algum lançamento, deixe suas impressões nos comentários! Seja bem-vindo também para falar sobre o que achou do álbum!