diário de viagem – Porto Alegre – Parte I
14 May
Pois bem, passado o lançamento em Joinville, era hora de fazer as malas para Curitiba, onde no final da noite (pelas 23hs), pegaríamos o avião para Porto Alegre. Eis que, ao chegar no aeroporto, em tempo para o check-in, nos deparamos com uma neblina sinistra que tornava impossível enxergar um metro a frente. Perguntei ao taxista:
- será que vai ter teto?
- esquenta não! Pra decolar tá tranquilo, isso é só no chão mesmo!
Ele estava certo. O detalhe é que nosso avião ainda chegaria de São Paulo, então não poderia aterrissar, já que a pista estava coberta de neblina. Resultado: o aeroporto fechou e todos os vôos foram cancelados! Oh céus! E agora? Clique para continuar lendo, oras!
Com nosso vôo cancelado, achamos justo a GOL nos pagar pelo menos o táxi de volta para Curitiba. Porém, a companhia não tinha interesse nenhum em nos pagar um táxi para voltar a Curitiba (o aeroporto fica em São José dos Pinhais, 45 reais de extorsão táxi). Em protesto, fomos falar com o fiscal da ANAC que nos informou que tinhamos o direito de permanecer calados. Como vínhamos de Joinville/Curitiba, éramos considerados “locais” e portanto não tínhamos direito a nada a não ser remarcar a passagem para o próximo horário. As opções nesse caso eram 07h ou 12h. Perguntei à moça do guichê:
- Você acha que as sete da manhã a neblina terá dispersado?
- Com certeza!
Incrédulo, me voltei aos taxistas:
- E essa neblina hein? Baixa até amanhã cedo?
- De jeito nenhum! Isso só vai embora lá pelas dez da manhã.
Ouvira o suficiente. Optamos pelo vôo do meio-dia.

A essa altura, havíamos conhecido um rapaz que era de Porto Alegre mesmo e que remarcou a passagem para as 07h30, precisando assim de um lugar para descansar os ossos até seu vôo sair. Disse a ele que a companhia certamente pagaria a ele um hotel, já que ele não era um local. O fiscal logo me corrigiu com seus conhecimentos jurídicos. Vamos a eles:
- nós não tínhamos direito a táxi ou hotel, porque éramos locais. Qualquer coisa que a companhia fizesse por nós seria uma gentileza e não obrigação constitucional. Para ter algum direito, você tem que estar em trânsito, ou seja, em uma cidade em que você não mora;
- o rapaz de Porto Alegre não morava em Curitiba, obviamente. Mas a passagem de vinda foi comprada em outra companhia, portanto ele também não tinha direito a um hotel.
Depois de muito conversar com o fiscal e o responsável na companhia, finalmente conseguimos um táxi, desde que não nos importássemos em ter conosco uma senhora que seria deixada em um hotel próximo. Essa moça chamava-se Suelyn e foi a primeira pessoa em nossa minitour a comprar um álbum. =) Venda de oportunidade, crianças! Aprendam!
Chegamos então em minha casa aqui em Curitiba, e no dia seguinte, perto do meio-dia, pudemos pegar um ônibus para o aeroporto (contenção de despesas), fazer nosso check-in e aguardar tranquilamente o início de nossa minitour. Agora sim.
Na sala de embarque, quem encontramos? Nosso amigo que havia remarcado a passagem para as sete da manhã, que teve seu vôo cancelado ainda pela neblina e passou 14 horas no aeroporto, tendo que dormir algumas horas em umas baias que existiam no aeroporto e que só cobravam 40 reais a primeira hora e 10 pelas seguintes.
Moral da história: a verdade está nos taxistas.
Ironia da história: nossa história é sobre uma casa envolta em uma neblina misteriosa. Tivemos nosso vôo cancelado por uma neblina também.
Arrependimento da história: por que não fizemos uma história sobre uma casa rodeada de strippers?!
Saldo aeroporto:
1 banner perdido
45 reais (ou 3 álbuns) jogados fora
1 álbum vendido – valeu, Suelyn!


haahahahah é triste na hora mas depois fica engraçado né? E, meu filho, eu perdi minha mala e a cia aérea não quis me pagar nada então não é de se esperar que façam alguma coisa mesmo. E outra, me perguntaram como faz pra comprar o álbum pela internet. (”Coom fas?” ahuahua)
hahahaha que massa, depois precisamos por o papo em dia ao vivo, deve ter boas “estorias”. Ah, conheço daniel vilaverde das antigas. abs!!!